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ESTATUTO

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INZO TUMBANSI TUA NGANA ZAMBE MUTAKALAMBO 
Casa do Pedaço da Terra do Senhor dos Caçadores

ESTATUTO

ESTATUTO DA ASSOCIAÇÃO INSTITUTO AFRO- CULTURAL MWANA ZAMBE

CAPÍTULO I
DA DENOMINAÇÃO, SEDE E FINS
Artigo 1º - A associação Instituto Afro-cultural Mwana Zambe, cujo nome fantasia  é Inzo Tumbansi Tua Nzambi Ngana Mutakalambo , constituída por assembléia geral realizada em    de   de   2.010,  é uma associação civil sem fins econômicos, de  duração por tempo indeterminado, que será regida por este Estatuto, pelo regimento interno e pelas normas legais pertinentes.
Parágrafo Primeiro: A denominação social Instituto Afro-cultural Mwana Zambe, será usada nos cursos, palestras, oficinas, work- shops, seminários, conferências e congressos.                           O nome fantasia  Inzo Tumbansi Tua Nzambi Ngana Mutakalambo, será usado apenas para fins religiosos ligados aos cultos, praticas litúrgicas, consultas e iniciações.
Artigo 2º - A associação  Instituto Afro-cultural Mwana Zambe, terá sua sede na cidade de São Paulo, na  Av. Taquandava, 75 – Cidade Ipava, cep: 04950-000.
Artigo 3º - Tem como finalidade ações de caráter filantrópico, religioso, e principalmente educacional, destinada ao estudo e pratica dos cultos afro- brasileiros, da história e cultura africana e da religiosidade  ecumênica, voltadas para o alcance dos seguintes objetivos sociais:
I. A criação de um website, com a prestação de  serviços nas áreas de cultura e educação, com o ministério de aulas de ensino a  distância , via internet.
a)      Para o estudo da doutrina, serão instaladas aulas teóricas e experimentais.
II.  A pratica da caridade, beneficência moral, espiritual e material.
III. Ao estudo e pesquisa do aspecto científico, filosófico e histórico da cultura afro- brasileiro, bem como sua difusão através de cursos, palestras e quaisquer formas possíveis que objetivem o resgate destas tradições.
IV. A difusão entre as associações, para estabelecer maior vínculo de geral solidariedade, e de fraternidade entre a família dos praticantes do culto afro- brasileiro e das praticas ecumênicas.
Parágrafo Primeiro: Para a realização dos objetivos indicados neste artigo, a associação poderá realizar  feiras, bem como celebrar convênios, contratos, acordos e termos de parceria com empresas privadas, públicas e de economia mista, bem como órgãos públicos, organizações, fundações, entidades de classe, outras associações e instituições financeiras públicas ou privadas, desde que o pacto não implique em sua subordinação ou vinculação a compromissos e interesses conflitantes com os objetivos da Associação, nem arrisque sua independência.
Parágrafo Segundo: A associação poderá receber doações, contribuições, heranças, legados e qualquer outra modalidade de incentivo de pessoas físicas e jurídicas, de direito público ou privado, nacionais e estrangeiras, bem como auxílios e subvenções governamentais, com vistas á consecução de seus objetivos e finalidades a que se destina.
Artigo 4º - No desenvolvimento de suas atividades, a  associação  Instituto Afro-cultural Mwana Zambe, observará os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, economicidade e da eficiência e não fará quaisquer discriminações, não admitindo controvérsias de raça, credo religioso, cor, gênero ou político- partidárias em suas atividades, dependências ou em seu quadro de associados.
Artigo 5º -  A associação não distribui lucros ou dividendos a qualquer título ou sob nenhum pretexto, a nenhum de seus associados, sendo que eventuais excedentes operacionais serão integralmente aplicados no desenvolvimento dos objetivos da associação.
Artigo 6º - A associação poderá adotar um regimento interno para disciplinar seu funcionamento, devendo o mesmo ser submetido á aprovação pela assembléia geral.
Artigo 7º - A associação poderá organizar- se em tantas  unidades quantas se fizerem necessárias, a critério da assembléia geral, as quais se regerão por estas mesmas disposições estatutárias.
CAPÍTULO II
DOS ASSOCIADOS, DOS SEUS DIREITOS E DEVERES
Artigo 8º - A associação será constituída por um número ilimitado de associados, distribuídos nas seguintes categorias:
 I. Associados fundadores, os que assinarem a ata da assembléia de fundação.
II. Associados colaboradores, os que contribuírem com as contribuições associativas e  necessidades futuras, para a realização dos objetivos desta associação.
Parágrafo Primeiro: A pratica dos atos de associado deve ser feita pessoalmente, sendo admitida a representação por procurador.
Parágrafo Segundo: A qualidade de associado é intransmissível e não gera para os herdeiros direitos patrimoniais.
Parágrafo Terceiro: Os associados não responderão solidária e nem subsidiariamente, pelas obrigações ou compromissos de qualquer natureza contraídos pela associação.
Artigo 9º - São direitos do associado:
I. Votar e ser votado para os cargos eletivos da diretoria e do conselho fiscal.
II. Tomar parte nas assembléias gerais.
 III.  É direito de o associado demitir- se quando julgar necessário, protocolando junto a secretaria da associação seu pedido de demissão.

Artigo 10º -  São deveres do associado:
I. Respeitar e observar as regras deste Estatuto, as disposições regimentais e as deliberações da assembléia geral;
II. Cooperar com a consecução dos objetivos da associação;
III. Comparecer nas assembléias gerais.
IV. Pagarem as suas contribuições pontualmente.
V. Zelar pelo bom nome da Associação.
VI. Ministrar praticas ecumênicas, culturais e educativas para progredir, pautando seus atos de elevada moral.
VII. Aceitar, salvo quando justificado a recusa, o cargo para o qual forem eleitos ou designados, trabalhando, para o desempenho do cargo ou função que ocuparem.
Artigo 11º - O associado que descumprir seus deveres e não observar as regras deste Estatuto estará sujeito às seguintes penalidades:
I. Advertência;
II. Exoneração dos cargos e funções que exerça por eleição ou nomeação;
III. Exclusão.
Parágrafo Primeiro: A exclusão do associado será determinada quando ficar configurada a justa causa, assim reconhecida em procedimento que assegure direito de defesa e de recurso.
Parágrafo Segundo: A exclusão do associado não ensejará dever de indenização, tampouco dever de compensação a qualquer título.
CAPÍTULO III
DA ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
Artigo 12º - A associação exercerá suas atividades por meio dos seguintes órgãos:
I. Assembléia Geral;
II. Diretoria;
III. Conselho Fiscal;
Artigo 13º - A Assembléia Geral é a instância máxima decisória, sendo composta por todos os associados em pleno gozo de seus direitos, competindo-lhe deliberar sobre todos os atos relativos à associação e tomar as decisões que julgar convenientes à defesa e desenvolvimento do mesmo, sendo soberana nas resoluções não contrárias às leis vigentes e a este Estatuto.

Artigo 14º  Compete à Assembléia Geral:

I. Eleger ou reeleger se necessário, os membros da Diretoria e do Conselho Fiscal, definindo suas funções, atribuições e responsabilidades de acordo com o presente estatuto;

II. Destituir os membros da Diretoria e do Conselho Fiscal;

III. Excluir associados;

IV. Aplicar aos associados as penalidades previstas neste Estatuto;

V. Decidir sobre a organização de novas unidades da associação;

VI. Deliberar e aprovar o plano de ação e o orçamento, anuais da associação.

VII. Deliberar e aprovar as reformas e alterações do presente Estatuto;

VIII. Deliberar e aprovar a aquisição de bens imóveis pela associação;

IX. Autorizar a alienação ou instituição de ônus sobre os bens pertencentes à associação;

X. Deliberar sobre a dissolução da associação em ato especificamente convocado para tal, a fim de que, como órgão máximo decisório, determine sobre a paralisação das atividades, fechamento da sede, continuidade do objeto social, sub-rogação dos direitos e deveres de seus membros e destinação de seus bens patrimoniais remanescentes.
Artigo 15º - A Assembléia Geral será ordinária ou extraordinária, podendo ser cumulativamente convocadas e realizadas no mesmo local, data e hora e instrumentadas em ata única.

Parágrafo Primeiro – A Assembléia Geral instalar-se-á ordinariamente, por convocação da Diretoria:

I. No primeiro semestre de cada ano para:

a) Analisar o orçamento e o desenvolvimento do plano de ação;

b) Debater e deliberar sobre assuntos de interesse da associação.

c) Apresentação do Balanço e aprovação das contas;

d) Debates e deliberações sobre outros temas relevantes para a associação.

Parágrafo Segundo – A Assembléia Geral reunir-se-á, extraordinariamente, a qualquer tempo, por motivos de relevância e/ou urgência, quando convocada pela Diretoria, por requerimento   de qualquer um dos associados ou a pedido dos membros do Conselho Fiscal.

Artigo 16º – A Diretoria é um órgão administrativo e executor da associação, colegiado e eleito pela Assembléia Geral, responsável pela representação institucional da associação, sendo composto por um presidente e um secretário.

Parágrafo Primeiro – Compete à Diretoria:

I. Zelar pelo fiel cumprimento do presente Estatuto e das deliberações da Assembléia Geral e divulgar a associação;

II. Propor à Assembléia Geral as modificações que se fizerem necessárias no Estatuto;

III. Administrar a associação;

IV. Aprovar e submeter à Assembléia Geral o plano de ação e o orçamento anuais da associação, acompanhando sua execução;

V. Deliberar sobre custos, despesas e encargos significativos não previstos no orçamento anual.

VI. Convocar Assembléia Geral, a qualquer tempo, quando julgar necessário.

Assinar contratos e demais documentos que se fizerem necessários.


Artigo 17º – Compete ao Presidente da Diretoria

I. Zelar pelo fiel cumprimento do presente Estatuto e das deliberações da Assembléia Geral e divulgar a associação;

II. Orientar as atividades da associação, cumprindo e fazendo cumprir este Estatuto;

III. Convocar e presidir Assembléias Gerais;

IV. Convocar as reuniões da Diretoria que se fizerem necessárias, bem como presidi-las;

V. Firmar, em nome da Associação, o aceite de doações, convênios, termos de parceria, termos de compromisso, contratos, títulos e acordos de qualquer natureza.

VI. Contratar empregados e demiti- los.

VII. Rubricar todos os livros da associação, bem como balanço e balancetes, despachar todos os requerimentos, propostas e demais papéis.


Artigo 18º – Compete ao Secretário:

I. Zelar pelo fiel cumprimento do presente Estatuto e das deliberações da Assembléia Geral e divulgar a associação.

II. Substituir o presidente em sua falta ou em caso de impedimento;

III. Assumir o mandato de Presidente, em caso de vacância, até o seu término;

IV. Prestar, de modo geral, sua colaboração ao Presidente para a consecução dos fins da associação.

V. Supervisionar as reuniões da Diretoria e da Assembléia Geral;

VI. Supervisionar a elaboração de relatórios, organizar e dirigir as atividades da secretaria;

VII. Guardar e arquivar livros e documentos da esfera administrativa.

VIII. Supervisionar os serviços de contabilidade;

IX. Ter sob sua guarda e em boa ordem de conservação, todos os bens móveis e imóveis.
Artigo 19º – O Conselho Fiscal é um órgão colegiado, eleito pela Assembléia Geral, responsável pela fiscalização da Diretoria, sendo composto por um membro efetivo.            

Parágrafo Primeiro – Compete ao Conselho Fiscal:

I. Zelar pelo fiel cumprimento do presente Estatuto e das deliberações da Assembléia Geral e divulgar a associação;

II. Auxiliar e subsidiar a Diretoria em suas atribuições;

III. Opinar e aprovar os balanços, contas e relatórios de desempenho financeiro e contábil e as operações patrimoniais realizadas;

IV. Analisar e fiscalizar as ações da Diretoria e demais atos administrativos e financeiros;

V. Convocar Assembléia Geral, a qualquer tempo, quando necessário.

Artigo 20º – São expressamente vedados, sendo nulos e inoperantes, os atos de qualquer membro da diretoria ou do Conselho Fiscal que envolva a associação em obrigações ou negócios estranhos aos seus objetivos, finalidades e atividades.

Parágrafo Primeiro – O trabalho desenvolvido pelos membros integrantes da diretoria e do Conselho Fiscal é por livre e consciente disposição da vontade de cada membro, não implicando em vínculo empregatício ou obrigacional de qualquer natureza.

Parágrafo Segundo – Os membros da diretoria e do Conselho Fiscal poderão ser destituídos desde que haja justa causa, definida esta em Assembléia Geral, em procedimento idêntico ao de exclusão de associado, previsto neste Estatuto.

Parágrafo Terceiro – Os cargos da diretoria e do Conselho Fiscal têm prazo de validade por prazo indeterminado, e serão eleitos por assembléia.


Artigo 21º – Todo material permanente, acervo técnico, bibliográfico, equipamentos adquiridos ou recebidos pela associação em convênios, projetos ou similares, incluindo qualquer produto, são bens permanentes da Instituição e inalienáveis, salvo autorização em contrário expressa da Assembléia Geral.

Parágrafo Primeiro: Os bens da associação não poderão ser onerados, permutados ou alienados sem autorização da Assembléia Geral convocada especialmente para este fim.

Parágrafo Segundo: As despesas da associação deverão guardar estreita e específica relação com suas finalidades.

Parágrafo Terceiro: Os recursos e patrimônio da associação serão integralmente aplicados no país.

CAPÍTULO IV
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS

Artigo 22º – A Associação poderá ser dissolvida por decisão da Assembléia Geral, em convocação extraordinária, observadas as disposições do artigo 61 do Código Civil Brasileiro.

Artigo 23º – O acesso ao conteúdo do site conforme art. 3٥ inc I deste Estatuto, será gratuito, para o enriquecimento intelectual dos interessados, exceto os cursos oferecidos que serão cobrados.

Artigo 24º - Ninguém poderá desempenhar qualquer função ou gozar de qualquer vantagem da associação sem participar do seu quadro social.

Artigo 25º - Os casos omissos, que não constem neste Estatuto, serão analisados e resolvidos pela Diretoria e referendados pela Assembléia Geral.


Artigo 26º  – O presente Estatuto entrará em vigor na data de seu registro em cartório e poderá ser modificado no todo ou em parte, se assim for necessário, em assembléia geral extraordinária.

Saudações as Divindades das Tradições Congo-Angola

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Saudações as Divindades das Tradições Congo-Angola Kumenekena kua Ngamba Pambu njila njila kiambote e mutu e mutu ave hanga ko. Pambu Njila ae Pambu Njila já mukonge, Pambu Njila já mukonge... (repetir 3 vezes) Kumenekena kua Pemba... Pembele pemba... O kipembe O kipemba iza katamba, o ximba dia ngola O kipembe mambu kôla. Kumenekena kua Nkosi... Nkosi ionene nkisi mukua ita alani pokó i moxi, pokó imoxi... Mavu mavambu diá mbule Aê aê mukumbi e... Mavu mavambu diá mbule Aê aê mukumbi e... Kumenekena kua Katende Kisaba aê katende, aiue, hamba ia nsaba bambuti bantu muene... Tumala ngandu oke oke Nganga tomba nsi oka oka Mala ngandu oke oke Nganga tomba nsi oka oka. Kumenekena kua Banxi Henda nganga mukongo bantu banxi pi... henda, henda. Samba ngola dia muta diáamaiangole Samba ngola dia muta diáamaiangola Samba ngola dia muta hamba dila nue Samba ngola dia muta maiangola...! Kumenekena kua Nzazi Kiua!, nkuetu hamba luango, muene kitula tubiaxó, tubiaxó, tubiaxó... Izi ê lemba kijanja kuala ki malembe Nzazi maku mbu maku ndembe ki malembe. Kumenekena kua Kingongo Nkisi mukua-Kundimba, xinxi Kingongo? Ô, kuloloka Kingongo ê ê ê, kingongo a a a Kingongo ê mi sala, sala, sala kô Kingongo ê mi sala, sala bioká. Kumenekena kua Hongolo Ongolo menha bulu kia nvula? Utu, utu ulu a A, auiê ê a, tata bili bili ti oka Tata bili bili ti oka ê Hongolo Tata bili ti kama lemba ê... Kumenenkena kua Kitembu Kitembu ria banganga? Ô, kululoka Kitembu ê mbofele Kitembu bana kudia Aê tat`nzambi Kitembu bana kudia. Kumenekena kua Nvunji Kiua vunji, bela kutonoka? Kiua vunjii Aiuê vunji aiuê Aiuê vunji aiuê mona me kisanga. Kumenekena kua Uambulu Nsema Mam`etu uambulu nsema kiá mulenge? Enu nkuetu, mam`etu Uambulu Nsema mumuanji tabakanha dizumbila Uambulu Nsema mumuanji tabakanha dizumbila . Kumenekena kua Nzumba Mam`etu kia riange nkulu? Nzumba Nzumba oloio ô bele ô Mam`etu oloio ô bele ô. Kumenekena kua Samba kalunga Mam`etu kisamba kalunga? Ndembu ê Samba ki mona me aiuê a Samba ki mona me aiuê a. Kumenekena kua Ndanda Lunda Ndanda kia maza mazenza? Enu nkembu Ndanda muanza dikungu kungule Ê Ndanda muanza dikungu kungule. Kumenekena kua Lemba Nkisi o kuzola? Lemba nkisi Aiu ê a aiuê a timbe lê lê Aiuê a timbe lê Lemba Nganga timbe lê Aiuê a
timbe lê.

Línguas dos Candomblés de Angola-Congo

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* Professor Doutor Sérgio Paulo Adolfo – Tata Kisaba Kiundundulu Universidade Estadual de Londrina As casas de candomblé de congo-angola usam como línguas veiculares, segundo a opinião geral do povo-de-santo angoleiro, o kimbundo e kikongo, línguas do grupo lingüístico bantu, ambas faladas na República de Angola, a primeira pelos ambundos e a segunda pelos bakongos, povos que fazem limites geográficos entre si e dentre os quais foram trazidos milhares de pessoas escravizadas para o Brasil, entre os séculos XVI e XIX. Quando Edison Carneiro escreveu o seu Candomblés da Bahia (CARNEIRO: 1978) ele diz que os candomblés da Bahia estão divididos em dois grandes segmentos, o gege-nagô, que englobaria todos os candomblés de origem nagô e o congo-angola que englobaria os candomblés de origem bantu, de povos oriundos do centro sul da África. Com essa afirmativa ele cunhou para a academia e para o público em geral a idéia de que os bantu fundadores do candomblé dessa vertente eram oriundos dos países de angola e do congo, e como tal falantes das línguas kimbundo e kikongo. Essas idéias de Edison Carneiro passaram para a posteridade e foram transmitidas através da oralidade por muitas gerações, que sem acesso a maiores informações cristalizaram essas idéias que circulam entre o povo-de-santo até hoje. No entanto, pesquisas recentes, através de etnografia da época e de novas bibliografias produzidas no mundo bantu atual, têm lançado novas luzes sobre esse fenômeno religioso e trazido novos esclarecimentos a respeito da origem dessa religião. Existe um substrato lingüístico que permaneceu de forma, algumas vezes bastante alterado lingüisticamente, mas que é possível através dele, encontrarmos algumas respostas sobre a origem do culto do candomblé de congo-angola no Brasil. Temos, em outros textos nossos, demonstrado que o Candomblé de Congo-angola, apesar do nome – candomblé de angola - é de origem congo, e que a contribuição angolana (ambundo) nos ritos ou na língua kimbundo é quase inexpressiva. A origem desse artigo é exatamente demonstrar que a maioria esmagadora do vocabulário utilizado no dia-a-dia e na prática do culto, no cotidiano litúrgico, é composto de palavras pertencentes ao kikongo, e não ao kimbundo como muitos afirmam, o que evidencia nossa origem no mundo cultural bakongo, de língua kikongo. Nosso material básico de apoio é o dicionário de kikongo de Pierre Swartenbroeckx, S.J. de 1973, do Centre de D`etudes ethnologiques de Bandudu, République Du Zaire e também o dicionário de Português-kimbundo-kikongo do Pe. Antonio da Silva Maia de 1961, publicado na Republica de Angola, quando esta ainda era colônia de Portugal. As palavras alecandas foram coletadas no Nzo Tumbansi de Itapecerica da Serra-Sp e cotejadas com outros informantes de outras casas de angola em Londrina-Pr. Há uma série de termos, geralmente em kimbundo, que foram introduzidos muito recentemente por influência de leituras e acesso a dicionários. Essas novas palavras de introdução recente foram descartadas por nós, que apenas alencamos aquelas palavras com um histórico dentro do culto porque as novas palavras, como são fruto de aquisição recente não oferecem possibilidades de análise para verificarmos a origem. As palavras alecandas são as mais usadas. Ficaram de fora alguns cumprimentos, nomes de comidas votivas - essas são nomeadas quase todas em língua iorubá dado à influência do candomblé de ketu sobre as outras vertentes do candomblé. Nesse momento, algumas casas estão buscando introduzir nomes em kikongo ou kimbundo para as comidas, num movimento de volta às raízes bantu, já discutidos por nós em outro texto. Esse cabedal de 80 palavras dá conta da necessidade lingüística das casas, isso sem contar as rezas e cantigas, algumas já traduzidas por nós, com sua origem também no kikongo, mas que será objeto de outro trabalho. As palavras precedidas de kk pertencem ao kikongo, as precedidas de kb pertencem ao kimbundo, e aquelas com uma interrogação é porque não foram encontradas em nenhum dos dois dicionários, ou seja, são para nós de origem desconhecida, ou tão modificadas pela oralidade que se transformaram em outros termos. Como todos esses conhecimentos, rezas, cantigas, linguajar diário foram preservados e transmitidos pela oralidade, muita coisa acabou se adulterando ou perdendo seu sentido original nesse século e meio de existência. Mas o que hoje existe é suficiente para percebemos a origem dessas palavras, e podermos constatar que a maioria esmagadora delas é de origem kikongo, como demonstraremos a seguir.

OBJETOS, ATITUDES E OUTRAS FALAS 1.dilòngà – prato kk 2.Ndáka - lingua, goela, cordas vocais, palavra, palavra.kk 3.ménga - sangue kk 4.maza -água, rio, líquidos variados. kk 5.ndó - compartimento, acampamento noturno, banheiro kk 6.ngoma grande tambor de dança cilíndrico.kk 7.Nsàba - jardinzinho, horta, pequena plantação.KK 8 .Nzàlà - fome, penúria, necessidade KK
9.Bakissi kk (quarto de santo) ? 10.kuxikama – assentamento do santo (?)
11.Nzo kk (casa) 12.Ndó kk (banheiro) 13.Sakulupemba kk (limpeza com pemba) 14. Sakula kk (limpa) 15.Katula kk (corta) 16.Nkuala (cabaça) kk 17. Ngoma kk (tambor) 18.Muana-Puto (fósforo) ? 19.muíla (vela) ? 20.maza kk (água) 21.kanjica,(?) kidobo kk 22.Nkaba kk (mandioca) 23.massangu kk (milho) 24.Nguba kk (pimenta) 25.Kezu - plural makezu (obi) kb – kazu -kk 26.diki kk (ovo) 27.Fufú kk (farinha) 28.mungwa kk -sal 29.dendê kk (azeite) 30.Mafuta kk -óleo 31.Nungu kk (pimenta) 32.Malavu kk (bebida fermentada) 33.Dimpá/mampá – kk (pão) 34.lôso kk (arroz)  35.Dikondi/makonde – kk (banana) 36.Nkalu – kk (cabaça) 37.duté (chá) ? 38.dulé (leite) ? 39.mateme café (?) 40.mbele (navalha) Kb No primeiro grupo, composto de 40 palavras, encontramos apenas duas Mbele (navalha) e Kezu (noz de cola) como de origem kimbundo. Duté (chá), Dulé (leite) e mateme não conseguimos encontrar a origem. E baquissi, que provalvemente é um termo derivado do termo Nkissi, ou seja o lugar onde os Bakissi ficam, que é o quarto de santo. Sendo assim, apenas duas palavras são de origem comprovada do kimbundo, sendo todas as outras, com as exceções acima, de origem kikongo.

CARGOS E FUNÇÕES 01.Ndumbo kk (não iniciado) 02.Muzenza kk estrangeiro, desconhecido.kk 03.kota kk (mais velho na hierarquia) - mais velho, nascido primeiro, chefe, condutor, guia, rainha das abelhas kk 04.Makota ? 05.Nengua kk (mãe de santo) 06.Nganga/Tatá Nkissi kk (pai de santo) 07.Tata Pokó /kb Tata kivonda kk (sacrificador) 08.Tata Nsaba kk Pai das folhas 09.Tata xikarongombe kk (tocador de atabaques) 10.Yayá kk (pessoa mais velha) 11.Mameto Kusasa (?) 12.Mameto Ndengue kb (mãe pequena) 13.Kambondu (kambanda – auxiliar do Kimbanda Kb – kambana (confidente kk)). 14.Mametu Mukamba kk (cozinheira) 15..Mona Nkissi kk (filho de santo) 16. Mutue (mutu) (cabeça) kk Nesse outro grupo de 16 palavras há apenas uma que pode ter origem no Kimbundo, que é a palavra kambondu (kambanda), mas que também pode vir do kikongo, kambana. Também Mameto Ndengue tem sua origem no Kimbundo. Mameto kusasa não foi encontrada a origem em nenhum dos dois dicionários e Makota é com certeza uma criação brasileira, pois Makota é o plural de kota e no Brasil serve para designar a mulher que auxilia nos serviços gerais da casa, e que goza de grande prestígio. Portanto, das 16 palavras, apenas quatro tem origem em outra língua que não o kikongo.

DIVINDADES 01.Mpambu Nzilla, Mavambo, Maville, Nkodi – espíritos guardiões - kk 02.Nkossi –espírito guardião kk 03.Mutakalambô – caçador - kb 04.Kabila –caçador - kk 05.Ka tendê – espirito das folhas - kk 06.Angorô – o arco-íris - kk 07.Nzinga Lubondo – ligado ao arco-íris - kk 08.Kavungo – senhor da terra - kk 09.Gongobila – caçador do Congo - kk 10.Nzazi – o raio - kk 11.Loango – o raio entre os woyo - kk 12.Tembu/Kindembo – o tempo -kk/kb 13.Nsumbo – senhor da terra- kk 14.Ndandalunda (Ndandalunga?) divindade das águas doces - kk 15.Mikaiá - ? 16.Samba kalunga – divindade dos mares e oceanos - kb 17.Kissimbe – deusa das águas doces - kk 18.Matamba – deusa da guerra e das batahas - kk 19.Mbambulussema – divindade das águas e das chuvas - kk 20.Kaiongo- divindade do fogo - kk 21.Ndandazumba – divindade feminina ligada a terra e ao ciclo lunar - kk 22.Lemba – divindade da procriação – kk - kb 23.Nvumbi – espírito dos mortos – kk 24. Vunji – (mvunji?) kk Nesse grupo de palavras que nomeia as divindades, não encontramos a origem de uma: mikaia. Não foi encontrada nem no dicionário de kikongo nem no de kimbundo. As palavras mutakalambô e Kitembu (esse último de introdução recente no vocabulário de congo-angola) são de origem kimbundo, mas kitembu tem também seu correspondente em kikongo que é Tembu e que significa vento forte, borrasca, aliás o mesmo significado em kimbundo. Tembu deve ter dado origem a Tempo, que é como é nomeada a divindade nas casas de santo angoleiras. Mutakalambô também aparece em rezas com a grafia Mutalambô, aí sim de origem kikongo. Samba Kalunga é um termo encontrado no kimbundo, separado, sendo Samba – senhora nobre e kalunga como o mar. Logo, samba kalunga significa senhora do mar. Também a divindade Lemba tanto é encontrada no kikongo quanto no kimbundo pois se trata de uma divindade universal no mundo bantu não sendo exclusiva de nenhum grupo étnico e lingüístico. A discussão acalorada que acontece entre os angoleiros, de quem é de origem congo e de quem é de origem angola cai por terra quando analisamos o vocabulário que eles mesmos usam. Se das oitenta palavras coletadas, de uso corrente nas casas de santo, a maioria esmagadora é de origem kikongo, e que apenas sete palavras são de origem kimbundo, é um sinal diacrítico de que o candomblé de congo-angola tem sua origem no mundo cultural bakongo de fala kikongo, e que com certeza recebeu alguma contribuição de elementos de fala kimbundo, mas em grau bastante reduzido. Como o kimbundo tornou-se acessível através de dicionários, a partir dos anos 80, foi fácil para muitos sacerdotes, com maior acesso a leitura, passarem a procurar explicação lingüística através do kimbundo, uma vez que o kimbundo é uma língua de prestígio na República angolana – O MPLA o partido que está no governo em Angola é de etnia kimbundo, porque Luanda fica no território kimbundo. Além disso, parte da literatura ficcional angolana tem o kimbundo como base nas suas criações e essa literatura é de relativo acesso no Brasil. Assim, vários elementos, alguns até inconscientes fizeram do kimbundo uma língua de prestígio também no candomblé de congo-angola, pois os dicionários de kikongo só chegaram ao Brasil de forma muito esparsa, dificultando assim a consulta dos Sacerdotes e religiosos, em contraposição ao dicionário de kimbundo de acesso mais permitido. A discussão sobre quem é de origem congo, e quem é de origem angola baseia-se numa história oral e conhecimentos passados de geração a geração. Há uma casa, descendente do Tumbenci de Maria Nenê cujos descendentes se dizem os únicos de origem congo no Brasil e que todas as outras seriam angola É uma história que vem passando ano após ano sem a devida verificação documental, e que tem servido para algumas dissensões entre o próprio povo-de-santo angoleiro porque os presumíveis descendentes do congo acabam se impondo como os únicos verdadeiramente corretos na prática do candomblé dessa modalidade. Outra razão apontada pelos angoleiros, de que Maria Nenê – Thuenda Dia Nzambi – recebeu o codinome de Mãe do Angola na Bahia, título que mantém até hoje, o que seria um atestado de que a mesma era de angola e não do congo. Não temos conhecimento de quem atribuiu a ela tal título, mas pelas dijinas – nomes iniciáticos – atribuídos aos seus filhos, leva-nos diretamente ao mundo cultural bakongo e a língua kikongo. As dijinas todas são em língua kikongo e o próprio nome da casa de candomblé que fundou ou herdou tem um nome kikongo – Tumba Nsi – que significa lugar de religiosidade, lugar de adivinhação. Logo, se a mesma fosse da área cultural ambundo teria dado as dijinas e o próprio nome de seu templo em Kimbundo e não em Kikongo como ela o fez. Faltam estudos mais apurados a respeito do assunto para que as dúvidas suscitadas pela herança oral possam ser dirimidas. Esse nosso artigo é apenas um alerta para que outros estudiosos possam retomar o assunto e discuti-lo melhor. REFERÊNCIAS MAIA, Antonio da Silva. Dicionário complementar português-kimbundo-Kikongo.Cucujães: Missões, 1961. SWARTENBOECHX , Pierre. Dicionaire kikongo et kituba – Français. Bandudu – Repúblique du Zaire: Editora Centre de estudes ethnologiques.

INICIAÇÃO E NKISI NO ZIMBABUE

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No Zimbabue o culto dos makishi ainda é algo preservado pela população das províncias. As danças com utilização de mascaras (makishi) geralmente intrigam o publico assustado tanto os membros mais novos da aldeia como convidados e estudiosos.


Durante séculos notamos a curiosidade desta rica e vasta cultura africana. Mencionamos o segredo daqueles que usam e manipulam o poder das mascaras. O makishi como é conhecido no Zimbábue são espíritos que representam os antepassados e principalmente a perpetuação e o respeito e a moral existente no interior da vida tribal. Ultimamente os makishi se apresentam durante as cerimônias de Mukanda (cerimônia de circuncisão).Sendo no Zimbábue uma pratica masculina. Quanto a mukanda, as suas praticas e performances são fascinantes. Geralmente a realização da Mukanda acontece diante do período de seca entre Maio e o mês de Outubro.


A mukanda é um rito de passagem entre os meninos que atravessam a puberdade para a fase adulta, neste período de transição os makishi são os espíritos guardiães destes jovens, pois ao retornarem para a sua terra idealizada, os makishis levam todo o mal e malefícios que podem atrapalhar o bom andamento da tribo. Durante o período de mukanda, a noite é preparado uma bebida ritual e alguns alimentos específicos para s meninos consumirem durante o ritual realizado por alguns clãs de Zimbábue. O Nganga Mukanda é o responsável pelas providencias médicas e curandeiras provenientes das circuncisões onde o freio do prepúcio é retirado fria e rapidamente, sendo este o momento culminante do ritual. Estes meninos que participam da mukanda são separados do convívio e no clímax da ritualização, os tambores ressoam alto e fortemente acompanhados de cantigas e suplicas por parte das mães dos iniciados.


A área demarcada é protegida por outros rituais que envolvem segredo absoluto e sacrifícios animais. Durante a reclusão os meninos aprendem regras de convívio e de sobrevivência, assim como suas lendas ancestrais, cânticos, danças, e a base filosófica que acompanha cada grupo ou cada clã. Os cantigos, danças são as formas mais concretas que fazem da mukanda um ritual forte e resistente ao tempo. O banho de rio se apresenta como fonte de limpeza espiritual embalado por cantigas especificas para a situação.

Por fim, os corpos dos jovens são adornados com símbolos e pinturas ancestrais através de traços geométricos, essas pinturas corporais surgem durante a mukanda e no termino das tarefas ritualísticas, os iniciados são apresentados para a população que por sua vez entregam presentes e ajudam a preparar uma mesa farta de alimentos e bebidas.





Fonte. Afrikan Tradinal Zimbabue. Guide and Culture.Press 2010. Tradução livre professor Maurício Luandê – Tata Mutadiamy.

OBÍ, COCA-COLA E MITOLOGIA

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A coca-cola bebida consumida em larga escala, no mundo inteiro, traz como substancia primordial a cola. Ou seja a noz-de-cola (também chamada de Kezu ou makezu entre os bantus, abajá, café-do-sudão, em língua ioruba obi e emoutras variantes como oribi.) é uma planta da subfamília Sterculioideae (Malvaceae). As variedades mais comuns são obtidas de várias árvores do oeste ao lado meridional da África ou da Indonésia, como Cola nitida ou Cola vera e a Cola acuminata. O grupo contém um total de 125 espécies. Nozes-de-cola. Geralemtne possuí um gosto amargo contem grande quantidade de cafeína, a noz-de-cola é usada por muitas culturas da África, tanto individualmente quanto em grupo. Muitas vezes é usada cerimonialmente ou dada para convidados. No Brasil, é impossível realizar a cerimonia de iniciação nos cultos afros sem esta semente, importante símbolo de perpetuação da ancestralidade entre o sagrado e a necesidade da refeição símbolica tão importante nas praticas negras.



A noz era utilizada originalmente para produzir refrigerantes a base de cola. Não é a toa que a coca-cola é uma das bebidas mais apreciadas, pois é vendida e consumida em mais de 20 países. A nós de cola por ser rica em cafeína é um estimulante natural que regula o sistema nervoso é excitante, muito útil contra a fadiga e em casos de uso excessivo solicitar ao organismo. Usado para aumentar o desempenho físico e intelectual. Também pode causar insônia se consumido em demasia como indica a medicina popular. A nóz de cola está associada a muitos mitos e lendas. Diz a lenda que Xàngó foi o terceiro Aláàfin de Òyó, Rei de Oyó, filho de Oranian e Torosi, a filha de Elempê, rei dos tapás, aquele que havia formado uma aliança com Oranian. Cresceu no país de sua mãe, indo morar mais tarde em Kòso, onde era rejeitado pela população por ser violento e impetuoso. Contudo, conseguiu reinar pela força. Em seguida, acompanhado pelo seu povo, foi para Oyó, onde estabeleceu um bairro que recebeu o nome de Koso, Dadá Ajaká, filho mais velho de Oranian, irmão consangüíneo de Sàngó, reinava então em Oyó. Mas não tinha a energia de um verdadeiro chefe daquela época. Por isso, Xàngó o destronou, exilado em Igboho, durante os sete anos de reinado de seu meio irmão. Depois que Sangó deixou Oyó, Dadá Ajaka voltou a reinar, e dessa vez como um valente guerreiro, voltando-se contra os parentes da família materna de Xàngó. Diz a lenda que ao término do seu império prefiriu se enforcar em um pé de obí (nóz de cola) do que se entregar ao exercto inimigo. Conhecido no Brasil ou no caribe como a divindade dos raios. Utiliza-se de uma insignia inrreconhecível o machado de duas faces e a sua saudação em ioruba é Ká wòóo, Ká biyè sí! (olhem a nossa majestade).


Para os afrobrasileiros de tradição congo-angola Kesu era um linda mulher que vivia sem companheiro,e se apaixonou por um amor poríbido, porém este enamorado se metendo em grandes confusões, foi morto por Zaze o justiceiro,então depois de muitas lágrimas de Kezu, Zambe (Deus na língua africana) se compadeceu de seu sofrimento e lhe apresentou um grande companheiro dagaga o "orobo" outro fruto muito utilizado entre os africanos e afrobrasileiros. Dagaga é enterrado vivo e após alguns meses nasce uma linda árvore e ao seu lado um belo homem enamorado.

FASHION ÁFRICA E BRASIL

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As mais belas tendências da moda também desfilam no Brasil e no Mundo portando material orgânico, ecologicamente correto, como anéis de madeira, fibras vegetais coloridas e tecidos que representam as listras da Zebra. As exóticas pintinhas do leopardo são sinteticamente fabricadas nas industriais, sem matar nenhum animalzinho da selva-(por mais que sabemos que infelizmente ainda existam caçadores e um escuso mercado clandestino de peles), além de carteiras recheadas de tecidos escamosos, texturas ou imitações fidedignas das escamas de peixe ou do incrustado ondulado dos crocodilos, cobras e largatos. Recentemente para se ter idéia a África também tem seu Fashion Week e aproveitou que as pessoas do mundo inteiro estão todas voltadas ao continente africano por causa, obviamente, da Copa do Mundo, para mostrar seu evento de moda mais importante.

O África Fashion Week, aconteceu entre os dias 01 até 03 de Julho e conta com participação de 30 estilistas de várias nacionalidades, como África do Sul, Nigéria, Gana, Somália, França, Estados Unidos e Reino Unido. O estilista, que ficou famoso por desenhar o vestido que Michele Obama, primeira dama da América do norte usou durante a Semana de Moda da cidade de Nova York. Xuly Bet(natural de Mali), voltou de seu ateliê em Paris, para abrir o evento.

Mais uma vez a tendnecia ancestral tão denominada academicamente como animista e fetichista comprova a sua versatilidade sendo utilizada em nossa sociedade contemporânea em forma de simbolo de bom gosto voltado ao seu estatus de nobreza. Certamente nos passa o pensamento pela cabeça será que um dia os penteados femininos e masculinos também faram essa viagem ao futuro, assim como alguns hábitos ancestrais poderão ter a mesma via, ou rota de encontro com o futuro. Estamos certos que muitos habitos tipicamente africanos já estão tão vinculados ao nosso dia-a- dia que se torna dificil perceber o que é brasileiro e o que é afrobrasileiro, de certo Africa e Brasil são duas irmãs gêmeas que se conhecem recentemente. E no caso das vestimentas, veremos renascer novas “Njingas” Rainhas - escritas com o “N” nasalisado como se pronuncia nas línguas Bantu. Como no caso da pimeira dama dos Estados Unidos da América. Outras indagações sobre a moda nos remete a Naomi Campbell nascida em Londres, 22 de maio de 1970, uma supermodelo, atriz britânica uma espécie de símbolo de beleza que se enquadrou no gosto dos olhos ocidentais.


Alguns dizem que tal beleza é recriada através de alpicações de botox e outras práticas da cirurgia medica e da industria da beleza contemporânea. Naomi é na verdade uma grande ativista, pois sempre luta em favor dos dirietos das modelos negras no ocidente, compartilhando idéias e vivências num ambiente onde existe só cabelos loiros e olhos azuis. Campebell visita o Quênia regularmente, e sempre em suas entrevistas afirma que a África, o Brasil e muitos países em desenvolvimento tem um otimo potencial para patrocinar eventos de moda. Um otimo exemplo da união entre cultura milenar e os novos investimentos do mundo moderno.